A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DA OPOSIÇÃO TERMINA QUANDO COMEÇA A RESPOSTA
A tribuna da Câmara tem sido palco de ataques pessoais e baixaria por parte da oposição, que usa a imunidade parlamentar para denegrir reputações. O texto critica a falta de debate sério e a hipocrisia dos vereadores ao reagirem a respostas, sugerindo que o passado de seus grupos também seja questionado.

A tribuna da Câmara virou palco de molecagem institucionalizada da oposição. Vereadores usam a imunidade parlamentar como escudo para xingar, apelidar, constranger e tentar destruir reputações, indistintamente, no grito, na lacração e no corte de vídeo para internet.
“Litro”, por exemplo. É assim que um vereador oposicionista se refere ao prefeito Padre Joselito, numa clara alusão depreciativa à bebida alcoólica. Tal vereador jamais utiliza a tribuna para discutir, com seriedade, saúde, educação ou infraestrutura. O objetivo é o achincalhe. A degradação pessoal. O rebaixamento do debate ao nível da quinta série.
O prefeito Padre Joselito pode e deve ser criticado politicamente. Foi eleito pelo povo para administrar a cidade. O que não faz parte da democracia é transformar a atividade parlamentar em espetáculo permanente de agressividade e baixaria.
O mais curioso vem depois: basta um dos agredidos reagir para os valentões da tribuna virarem porcelana emocional. Surgem notas de repúdio, discursos sobre respeito institucional e súbita preocupação com a honra e a família.
Quem é pedra um dia vira vidraça. E, já que certos vereadores adoram apontar o dedo para todo mundo, talvez também fosse interessante discutir o passado político de seus grupos, os assessores parlamentares, os empregos cruzados, os vínculos familiares e a curiosa relação entre cargos públicos, rádio e militância política disfarçada de jornalismo.
